Em 7 de Julho de 2020, ainda com um desconfinamento ziguezagueante, mais do que nunca, poderá fazer sentido recuperar a frase de Andrés Ortega  quando nos diz que "Um Mundo sem optimismo é um lugar verdadeiramente perigoso".
Num Mundo globalizado, num Mundo uniformizador, num Mundo homogeneizador e no Mundo do efémero, sentimo-nos cada vez mais impelidos a reafirmar o nosso Monumento como um importante e fundamental elemento de Identidade e de Memória. É uma importante Herança. Era-o no contexto local como pertença da comunidade mafrense, era-o no contexto de Portugal como monumento Nacional e, desde 7 de Julho de 2019, é-o, também, de identidade universal após a sua inscrição na lista do Património Mundial.
Temos, pois, todas as razões para celebrar o 7 de Julho e inscrever esta data nas memórias do Monumento.
O compromisso que temos, e que com optimismo o reafirmamos, é com a  história deste Real Edifício. Daí pensarmos que o modelo de gestão se deve sustentar na trilogia: Conservar, Investigar e Difundir. Valorizando o conhecimento e, claro, a sua divulgação.
O Palácio tem, ao longo dos anos, produzido conhecimento. Conhecimento que aguarda divulgação. Durante o confinamento, voltámo-nos para dentro. Tivemos mais tempo para as nossas colecções, embrenhámo-nos  nas nossas memórias e reaprendemos a olhar o espaço.
O compromisso que temos é com a sociedade. Consideramos que a  difusão  é, inquestionavelmente, uma gestão cultural  mediadora entre o Património e a sociedade. Prosseguiremos com a divulgação, tanto a nível nacional como internacional.
O compromisso que temos é com o futuro. Compete-nos honrar o presente!

Mário Pereira
(Director)